segunda-feira, 26 de julho de 2021

Parabéns Fadinha!

E no primeiro fim de semana de olimpíadas já conquistamos duas pratas no skate. Primeira vez nos jogos e já nos consolidamos como um dos melhores. E isso graças a Kelvin Hoefler (27) e Rayssa Leal (13), a nossa "Fadinha", que colocaram o skate brasileiro no póduim em Tóquio. na madrugada de domingo, Kelvin por pouco não levou o ouro, mas a prata marca o início de ua história do esporte nos jogos olímpicos e em especial, para nós brasileiros. Um esporte que ainda nos dias de hoje é meio "marginalizado" por muita gente, foi criado para distrair os jovens na Califórnia no final dos anos 50, pois com a falta de ondas, os surfistas se divertiam com pranchas de madeiras sobre eixos com rodas. Daí surge o skate. O primeiro skate foi criado em 1959 e chamava-se Roller Derby. Acho que depois dessas duas medalhas de prata, as pessoas irão ver com outros olhos esse esporte que só vem crescendo no Brasil. São mais de 60 anos de história e que nas últimas décadas chegou com força por aqui. A primeira pista de skate da América latina foi construída na cidade de Nova Iguaçú (RJ), localizada na Praça Ricardo Xavier da Silveira, e foi lá também que se disputou a primeira competição em solo brasileiro, em 1977. Já o Circuito Brasileiro de Skate Profissional foi criado em 1989, na categoria Street Style. Hoje várias cidades do Brasil recebem etapas da competição como São Paulo, Rio deJaneiro, Minas Gerais, paraná, Rio Grande do Sul e Brasília. Em março de 1999 foi fundada em Coritiba, a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), que regulamenta as normas e politicas voltadas ao desenvolvimento do skate (skateboard). Voltando para Tóquio 2020, vimos na madrugada de segunda feira uma menininha, feliz, simpática e muito talentosa nos chamar à atenção. Nossos olhos se voltaram para a terra do sol nascente para vislumbrar o nascimento de uma lenda. isso mesmo, pois Rayssa, a nossa Fadinha, com apenas 13 anos de idade e medalhista no skate, ainda tem muito para encantar e mostrar sobre o esporte que só agora foi aceito nas Olimpíadas. Pelo menos mais cinco jogos olímpicos poderemos ter o prazer e a satisfação de nos encantarmos com a leveza de uma Fada e o talento de uma atleta. Depois que conseguiu a façanha de ser a primeira atleta brasileira a ganhar uma medalha tão jovem, e integrar a equipe olímpica sendo a mais nova atleta, ela nos encanta fora da pista com a medalha no peito quando explica o que sentiu naquele momento: "Eu só queria me diverir". Quando fazemos algo com amor e nos divertimos com isso, fatalmente chegamos ao topo. Ao sucesso. E é esse topo que aguarda a nossa querida Fada, que quando está em ação nos faz lembrar um lindo pássaro na sua plenitude e liberdade. Num país dividido, você é unanimidade. Parabéns Rayssa,a nossa Fadinha.
Com a leveza de uma pássaro, Rayssa leva a prata e faz história em Tóquio 2020.
Rayssa Leal, a Fadinha, realizando um sonho e enchendo de orgulho uma nação.

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