Começamos o mês de março parabenizando a cidade maravilhosa do Rio de janeiro. Sou carioca da gema, mas faz alguns anos vivo em Niterói, cidade que aprendi a gostar e amar. Uma espécie de segunda pele. Tem um "Quê" de não sei o que e também é linda por natureza, mas o meu Rio de Janeiro estará sempre em primeiro lugar mesmo que algumas pessoas desejem acabar com essa parte da história de nosso povo e nossa cultura. Parabéns pelo seus 456 anos! Vida longa e prospera!
E com março chega também os campeonatos regionais e a nova temporada no futebol. Já amanhã teremos o atual bicampeão brasileiro enfrentando seu primeiro adversário no campeonato que outrora era chamado de "o mais charmoso" do Brasil, o Nova Iguaçu. Jogará com um time formado com jogadores da base e mais João Gomes e Michael, que figuravam no elenco campeão e o primeiro reforço para a temporada, o zagueiro Bruno Viana, que estava no Braga de Portugal. Eles pediram para jogar o carioca.
Os grandes do futebol não tiveram tempo para uma pré-temporada, mas isso não foi só os times do Rio e sim, todos os times do país, pois como a pandemia fez com que os campeonatos ano passado demorassem a começar, tiveram que esticar até agora. E na verdade a temporada de 2020 só termina dia 7 de março, quando o jogo da volta entre Palmeiras e Grêmio encerra e define o campeão da Copa do Brasil. A vantagem está com o Verdão que venceu por 1 a 0 a partida de ida no Sul.
Lembro-me bem quando em um passado não tão distante tínhamos um campeonato carioca onde seus protagonistas esbanjavam qualidade técnica e no início do certame era difícil cravar um favorito. Nos dias de hoje não nos restam muitas opções, pois a qualidade técnica e a gestão de seus dirigentes os reduziram a apenas dois clubes capazes de ainda darem certa alegria a pratica do futebol regional. Me refiro apenas ao estado do Rio, pois em se falando de grandes centros futebolísticos, temos apenas o de São Paulo que compreende quatro grandes clubes, sendo três da capital (São Paulo, Corinthians e Palmeiras) e um do litoral, o Santos de Pelé.
Os demais centros, as disputas estão sempre entre dois grandes clubes que conseguem alternar a hegemonia na maioria das vezes. O futebol brasileiro já teve seu melhor momento e hoje vive de memórias, relíquias cada vez mais raras de uma era de ouro de nosso futebol. E nesse quesito eu vou mais além dos gramados, em todos os aspectos. Tudo que envolve o futebol carioca sofreu uma mudança que hoje sentimos de forma avassaladora.
E num momento totalmente fora de contexto, temos uma temporada que termina e uma que se inicia que deverá seguir os passos de 2020, ou seja, sem muitas perspectivas de volta a normalidade esportiva, leia-se, com torcedores nos estádios. Acho que os envolvidos diretamente com futebol deveriam aproveitar esse momento de mudanças e mudarem também. Isso mesmo, mudar de forma radical e evolutiva. Pensar mais no clube e seu patrimônio maior, a sua torcida. E a CBF também entra nessa mudança, ser mais participativa com os clubes e deixar de lado a arrogância e a prepotência. Será que 1987 não serviu de lição?
Teremos agora quatro meses de um campeonato que serve mais para iludir torcedor e na melhor das possibilidades, treinar os times de ponta. Lamentável que nos dias de hoje ainda haja simpatizantes dos torneios regionais, uma vez que, não ajuda em nada aos grandes e menos ainda aos pequenos clubes. Como diria meu amigo Juarez Botelho, torcedor fanático do Mequinha (América RJ), - "Já não se faz mais carioca como antigamente." Tenho que concordar com ele.
Ao clube de Regatas do Flamengo vai aqui a minha congratulação pelo título de 2020 ganho em 2021. Parabés a Nação Rubro Negra que nos últimos dois anos tem muito o que comemorar. Foram sete títulos. Parabéns Rubro Negro!

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